domingo, 19 de junho de 2011

"Meia-noite em Paris"

Certamente o cinema é daquelas coisas com as quais dificilmente escapamos de nos identificar em algum momento de nossas vidas, seja pela ilusão que insinua real, seja pela realidade que se apresenta ilusória. Creio que em algum momento diante da tela branca e do contexto escuro em torno dela, cada um de nós, ao menos uma vez já se surpreendeu vendo uma projeção de si mesmo, sem saber ao certo se continuava no banco do cinema ou se havia sido transportado para dentro do próprio filme ou até mesmo se o filme passava a ser exibido em si próprio, tela branca de um cinema particular.

Para que isso aconteça não é preciso que haja uma identificação literal, textual, audiovisual, até porque isso só seria possível em um filme autobiográfico que costuma, segundo dizem os retratados nesse gênero, ser muito diferente apesar de inspirarem a tal da vida como ela foi. A identificação a que me refiro é muito mais no nível da significância dada por quem faz o filme e percebida por quem o assiste. Foi nesse sentido que me vi estupefato diante do novo filme do Woody Allen, “Meia-noite em Paris”.

Não darei detalhes do filme. Sabê-los é de certa forma abrir mão dos instantes mágicos que só o cinema e a vida, juntos, podem nos proporcionar. Isso não irá salvar o mundo, provavelmente nem salvará você de você mesmo, mas poderá manter acesa alguma luz que queira se manter assim a despeito de tudo o que acontece de não tão positivo no hoje de cada um. Enfim, recomendo! Eu mesmo preciso assistir novamente. É como caminhar na chuva e no tempo.

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