sábado, 21 de maio de 2011

Pergunta e Resposta

Perguntaram-me: “o que você gostaria de ter feito, teve a oportunidade de fazer e não fez?”

Respondi: “ter ficado bêbado ao menos uma vez!” 

Ok, esse post não tem um início politicamente correto e nem é minha intenção sê-lo aqui, embora fatalmente, como já me disseram antes, em algum momento desta crônica esse lado, que ora resolvi denominar de “militante” acabe emergindo... Como sempre! (acho até que já veio à tona...)

Mas enquanto o lado militante não abafa o lado poético (totalmente), continuo...

Foi uma resposta mais simbólica do que real (os interacionistas e os realistas que me desculpem, mas este é um comentário sem preocupações epistemológicas... deixo isso para as aulas das segundas – Metodologia – e quintas – Ciência e Conhecimento). Mas simbolizando que realidade? Aquela de não perder o controle!

Antes de responder à pergunta do início fiquei – durante aqueles poucos segundos que preencheram de vazio o espaço entre a pergunta e a minha resposta – pensando por horas a fio (o tempo da memória é infinitamente maior que o tempo cronológico) e elenquei um sem número de oportunidades não vivenciadas pelos mais diversos “eus” de mim mesmo. 

Qual delas escolher para dar uma resposta realmente verdadeira, como pedia a situação?  Como determinar qual, dentre tantas situações não vividas, teria sido melhor ser vivida, se não existiram, se nunca aconteceram, se ficaram no campo das ideias, do quase, do nunca? Deu tempo até de pensar no velho conto não escrito do escritor que, após perder a memória, como exercício mnemônico, começa a escrever um novo livro que acaba virando seu maior sucesso. Quando lido por uma pessoa de seu passado descobre-se que o desmemoriado escreveu na verdade um livro de memórias daquilo que nunca aconteceu.  

Não sabia mais quantas horas iriam esperar pela resposta e quase optei pela aleatoriedade, mas desisti na última hora (segundo). Não seria de meu feitio! Foi quando lembrei que símbolos têm essa coisa de dizer o que não pode ser dito, de rotular o que não pode ser categorizado, de agregar um valor muito maior do que o valor em si do objeto/fato significado, e daí a resposta me veio límpida como água transparente, embora acredite que foi mesmo a garrafa de vinho quase vazia a minha frente que me deu tal inspiração.

Para não perder o costume deixo o lado militante encerrar essa postagem...

“Se beber, não dirija! Se for beber, me chame... eu dirijo pra você!”

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